Boletim Alcatraz-Abril-Maio-Junho-1

Brochura-do-PCSAP-1

Halcyon

Abordagem participativa

Abordagem Participativa

 

1 

 

 

A sustentabilidade das AP é reforçada através de mobilização da comunidade, o envolvimento sectorial e a criação de capacidades locais para a gestão sustentável dos recursos dentro das AP/AMP e áreas adjacentes”, PRODOC (p.37)

 

 

Tanto as AP terrestres e as AMP em Cabo Verde são afectadas pelas actividades das comunidades que vivem dentro e ao redor de suas fronteiras, assim como por outros agentes económicos, tomadores de decisão e o governo local. Em resultado disso, a gestão eficaz e sustentável das AP só será possível através da mobilização e engajamento activo desses intervenientes

 

A maioria dos habitantes e os agentes económicos no interior e em torno do AP/AMP são altamente dependentes do uso de recursos naturais para sua subsistência. A maior parte dos meios subsistência da população dentro do AP, depende fortemente numa combinação da agricultura e da pecuária e pesca artesanal extensivas.

 

No entanto, muito poucas pessoas estão conscientes do facto de que o uso insustentável dos recursos naturais e uma má gestão ambiental pode levar a resultados catastróficos para todos os interessados.

 

A abordagem sustentável para a gestão dos recursos e conservação do ambiente leva a reduzir a pobreza rural.

 

As estratégias utilizadas para a promoção de uma abordagem integrada de desenvolvimento incluem:

  • A gestão participativa e sustentável dos recursos naturais disponíveis e o reforço da capacidade de resistência dos sistemas de produção aos choques;
  • a participação e a responsabilização das populações;
  • o desenvolvimento integrado dos sistemas de exploração agrícolas, adaptados às condições ecológicas das ZAE (Zona Agro-Ecológica);
  • a prática de opções tecnológicas adaptadas integradas de forma participativa nos sistemas de produção local, para a intensificação, a diversificação e a valorização das actividades de produção agrícola, da pesca e da aquacultura;
  • o reforço do capital humano e social;
  • a melhoria do equilíbrio socioeconómico; a valorização económica sustentável dos recursos naturais e das produções;
  • o reforço dos recursos físicos de apoio à gestão sustentável dos recursos ambientais;
  • a redefinição do papel e funções dos diferentes parceiros de desenvolvimento rural;

 

Participação da comunidade na gestão das Áreas protegidas

 

 

 2

 

Qualquer actividade do projecto associada a acções de protecção ambiental deverá ser articulada com medidas de desenvolvimento local sustentável. Como recomenda Leyens (2002), entre as medidas para a conservação sustentável da biodiversidade, um desafio central é a definição e implementação de um projecto de gestão da área protegida de uma forma participativa, integral e duradoura, incluindo a sua possível estrutura de gestão descentralizada.

 

A intervenção de agentes externos deverá ser feita em colaboração directa com as populações e as associações locais, no sentido da sensibilização dos diferentes grupos comunitários face à necessidade de adopção de medidas que mobilizem esforços dos diferentes actores, promovendo adaptações nos hábitos de consumo e nas práticas culturais das comunidades, o que implica uma reestruturação das mentalidades face às necessidades locais e aos riscos ambientais, com a preocupação do longo prazo.

No quadro da abordagem participativa, os utilizadores de recursos serão implicados no desenvolvimento dos planos de gestão e na sua monitorização através de fora apropriados. Por outro lado, a aplicação e regulação são necessárias para garantir o cumprimento dos limites de utilização de recursos indicados nos planos de gestão. Algumas destas medidas já estão incorporadas nos produtos 2.1 e 2.2. do workplan do projecto.

 

Nos termos deste resultado, os esforços de aplicação serão reforçados através da integração da gestão de AP /APM em estruturas de desenvolvimento local (por exemplo, planos sectoriais das ilhas provenientes de planos sectoriais nacionais, utilização do solo e planos de urbanização, etc.)

 

Para as comunidades rurais pobres que vivem em áreas adjacentes ao APs e pescadores artesanais, as actividades do projecto incidirão sobre o desenvolvimento de atividades de subsistência alternativas geradoras de rendimento amigas da biodiversidade como um meio eficaz de participar nos esforços de conservação. Os planos para as actividades geradoras de rendimento também serão parte integrante do planeamento de negócios previsto no workplan.

 

Apoio do GEF no quadro deste projeto vai assegurar que a participação, a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade sejam parte integrante de um conjunto de iniciativas nas áreas alvo; iniciativas que serão cuidadosamente pesquisadas e engajadas durante a fase de arranque e pós-arranque do projecto.

 

Siga-nos           

  • Facebook Page: 100002492209303
  • YouTube: watch?v=3fBstOX-ML0