Boletim Alcatraz-Abril-Maio-Junho-1

Brochura-do-PCSAP-1

Halcyon

Estado da Biodiversidade Terrestre

Briófitos (musgos e hepáticas)

Briofitos

A flora de briófitas de Cabo Verde encontra-se essencialmente nas escarpas húmidas das ribeiras, sobre rochas ou sobre terra em áreas expostas, como as epífitas, ou sobre rochas em zonas de nevoeiro.

Os inventários e estudos taxonómicos que se fizeram até agora comprovam a existência de 36 espécies de hepáticas, das quais 21 (54%) estão ameaçadas de extinção e 110 espécies de musgos (Frahm et al., 1996).

Dessas espécies inventariadas, 21 (54%) de hepáticas e 39 (36%) de musgos estão ameaçadas de extinção. Das 110 espécies de musgos, 6 são endémicas de Cabo Verde.

Pteridófitos

Pteridofitos

Os pteridófitos encontram-se em vários tipos de zonas ecológicas (zonas encharcadiças, zonas húmidas e sub-húmidas, semi-áridas e quentes e nas fumarolas do vulcão do Fogo), de acordo com os factores edafo-climáticos.

Uma última revisão taxonómica, feita por Lobin et al. (1998) comprova a existência de 32 taxa de pteridófitos no arquipélago de Cabo Verde. Uma espécie, Dryopteris pentheri, foi já considerada extinta e outra, Ophioglossum reticulatum, foi considerada desaparecida. Dos 32 taxa ainda existentes nas ilhas de Cabo Verde, 21 (65,6%) estão classificados como extintos ou em risco de extinção Desses, cinco são considerados em perigo crítico (Lobin et al., 1998).

Angiospérmicas

Angiospermicas

Cerca de 240 espécies indígenas, das quais 85 são endémicas (Gomes et al. (1996), Brochmann et al. (1997) constituem a flora de Cabo Verde. A ilha de Santo Antão continua a ser aquela que detém o maior número (150) de espécies indígenas. Seguem-se as ilhas de Santiago, S. Vicente e Fogo com 135, 118 e 110, respectivamente.

A maior representação de endemismos é encontrada na ilha de Santo Antão, com 50 taxa endémicos, sendo S. Nicolau, Santiago e Fogo as ilhas que depois de Santo Antão, detêm um maior de espécies endémicas (46 (Gomes, in prep.), 38 e 37, respectivamente). As ilhas com maiores coberturas de vegetação são Santo Antão, Fogo e S. Nicolau, detendo também essas ilhas as maiores coberturas de vegetação endémica que estão concentradas nos biótopos, Moroços, Ribeira da Torre e Ribeira do Paúl em Santo Antão, Bordeira, Chã das Caldeiras e Pico Novo na ilha do Fogo e Monte Gordo e Monte do Alto das Cabaças em S. Nicolau. Esses biótopos são igualmente aqueles que detêm, em termos de endemismos, as maiores diversidades específicas, sendo também aqueles que detêm as espécies de angiospérmicas ameaçadas de extinção (Gomes et al. in print).

De acordo com Gomes et al. (1996), 64 (26,7%) dos taxa de plantas angiospérmicas indígenas estão ameaçadas de extinção (fig. 8.6, quadros 8.2.an e 8.3.an), a nível nacional. Merecem de igual modo atenção os taxa que se encontram em perigo crítico em cada ilha, sobretudo os que preferem habitats com características edafoclimáticas específicas, designadamente, Echium vulcanorum (Língua-de-vaca-do- Fogo) e Erysimum caboverdeanum (Cravo-brabo), que preferem solos cobertos com jorra. Na ilha de Santiago a espécie Periploca laevigata ssp. chevalieri (lantisco) é ainda considerada uma espécie rara, apesar das recentes descobertas de mais duas populações na localidade de Sedeguma em Santa Catarina. A descoberta dessas populações em 2003 fez aumentar para 64 a população total dessa espécie na ilha de Santiago (Costa e Gomes, 2003).

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