Boletim Alcatraz-Abril-Maio-Junho-1

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Halcyon

Estado dos vertebrados

Aves

Aves

A primeira edição do Livro Branco sobre o estado do ambiente em Cabo Verde apontava a avifauna de Cabo Verde como sendo constituída por 36 taxa de aves, que se reproduziam nas ilhas e ilhéus (Hazevoet, 1995; Naurois, 1994). Desses taxa, 17 (47,2%) estão extintos ou ameaçados de extinção (fig.11). Da totalidade de taxa já referidos, 13 são endémicos de Cabo Verde (Hazevoet, 1996). Desses, 8 (61,5%) estavam até 1996, ameaçados de extinção. Reproduzem-se, na sua maioria no meio terrestre, no interior de ilhas, em coroamentos rochosos e zonas cobertas

de vegetação. Outras espécies como as que se reproduzem nos ilhéus, continuam a ter o seu efectivo populacional dependente da acção dos factores antrópicos.

Das sete espécies de aves de rapina observadas e descritas para Cabo Verde, todas se encontram em declínio populacional (Tosco et al., 2000; Hille e Thiollay, 2000), a excepção do guincho (Pandion haliaetus).

Contrariamente, espécies como o corvo (Corvus ruficollis) e o abutre (Neophron percnopterus) que, há cerca de duas décadas, sobrevoavam os céus das ilhas, em bandos, nos arredores das vilas e povoações, localizando presas, hoje, já quase que não são vistos. A primeira espécie que, outrora, era motivo de preocupação de criadores de animais em quintais, procurando defender as crias de aves domésticas e de pequenos mamíferos, hoje encontra-se em declínio acentuado.

O tamanho das populações de algumas espécies, nomeadamente, Tchota-cana (Acrocephalus brevipennis), Codorniz (Coturnix coturnix), Passarinha (Halcyon leucocephala), Garça-vermelha-de-Santiago (Ardea bournei) e Galinha-do-mato (Numida meleagris) varia em função da abundância da vegetação.

Das espécies de aves observadas em Cabo Verde, por razões ligadas a hábitos alimentares e aos nichos ecológicos preferenciais, 9 são consideradas aves marinhas que nidificam em Cabo Verde, estando duas espécies ameaçadas de extinção no arquipélago (Phaeton aethereus – rabo-de-junco e Fregata magnificens – rabil). Esta última espécie, em toda a África, nidifica apenas nos ilhéus Baluarte e Curral Velho.

Alguns dos endemismos em Cabo Verde são de muita importância em termos de biodiversidade, pois, muitas vezes, além da sua distribuição mundial se limitar ao arquipélago, ela se restringe a uma determinada ilha ou nicho ecológico bem preciso. É o caso da garça-vermelha (Ardea purpurea) que somente existe em Santiago, mais propriamente nas zonas de Boa-entrada e Banana (Hille e Thiollay, 2000; SEPA, 2001 – em publicação), constatando-se que, devido, essencialmente, a degradação do seu nicho ecológico, pela intervenção humana, ela se encontra extinta na última zona mencionada.

Répteis terrestres

A herpetofauna terrestre de Cabo Verde é constituída por 28 taxa de répteis terrestres, dos quais 25 são endémicos do Arquipélago (Schleich,1996) representantes de 2 famílias (Scincidae e Gekkonidae) e de 3 géneros (Schleich, 1987, 1996). Esses répteis habitam em diferentes tipos de habitats, buracos de coroamentos rochosos e muros, zonas vegetalizadas e outras. Os ilhéus são locais onde se encontra o maior número de taxa endémicos de Cabo Verde. De acordo com Schleich (1996), 7 (25%) dos 28 taxa estão extintos ou ameaçados de extinção. Macroscincus coctei, espécie endémica de Cabo Verde, foi já considerada extinta.

Anfíbios

Anfibios

Os anfíbios estão representados em Cabo Verde por uma única espécie introduzida, o sapo (Bufo regularis) que geralmente abunda nas ribeiras de água corrente durante a época pluviosa e nalguns reservatórios de água.

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