Boletim Alcatraz-Abril-Maio-Junho-1

Brochura-do-PCSAP-1

Halcyon

PCSAP realiza formação sobre integração da perspetiva do género nas AP

genero1O Projeto Consolidação do Sistema de Áreas Protegidas de Cabo Verde (PCSAPCV) iniciou, em meados de Janeiro, um ciclo de formação denominado “Reforçando a capacidade de integração da perspetiva do género, através do projeto de consolidação das áreas protegidas em Cabo Verde”, nas cinco ilhas onde intervém.

 

Partindo da premissa de que a equidade social é um requisito indispensável para a conservação e o desenvolvimento sustentável, visto que promove a participação igualitária de homens e mulheres no processo de desenvolvimento, a formação visa munir os participantes de ferramentas capazes de enriquecer o trabalho comunitário de conservação e consolidação das áreas protegidas, ajudando-lhes a compreender e a reconhecer as relações de poder desiguais que se estabelecem entre homens e mulheres, e a criar estratégias para uma mudança nas relações de género nessas áreas, construindo processos de gestão mais justos e equitativos.

 

De acordo com a formadora, Helena Elias, nas áreas em Cabo Verde, o uso, acesso e controle dos recursos naturais pelas mulheres e pelos homens são muito desiguais e afetadas pelas relações de género que se estabelecem.genero2

 

“É comum encontrarmos mulheres nas áreas rurais protegidas em Cabo Verde, com menos acesso, controle e benefícios dos recursos naturais. Os dados do recenseamento agrícola e inquérito de segurança alimentar demonstram a existência de um acesso limitado, bem como de um controlo deficitário das mulheres sobre os recursos naturais e serviços afins. O acesso a posições de liderança no processo de desenvolvimento comunitário é outro aspeto em que as mulheres rurais estão em larga desvantagem”, explica a formadora , apontando o caso das lideranças comunitárias, maioritariamente masculinas e onde homens lideram os processos de desenvolvimento local, sendo que as mulheres, devido ao uso do tempo que fazem, inviabilizam a sua participação.

 

"E mesmo quando participam nas atividades não tem poder de decisão, não estão envolvidas em redes com capital social para influenciar grupos de decisão, o que inviabiliza o seu empoderamento a esse nível). Por tudo isso, as mulheres ficam numa posição bastante desigual em relação aos homens, e à margem das atividades centrais que se desenvolvem nas áreas protegidas”, acrescenta.

 

A formação teve início na ilha da Boa Vista e estendeu-se às ilhas de Santo Antão e São Vicente. Esta semana chega à ilha do Fogo para terminar na ilha do Sal.

 

Fotos e texto: PCSAP

Siga-nos           

  • Facebook Page: 100002492209303
  • YouTube: watch?v=3fBstOX-ML0